Friday, 22 August 2008
Maica ....most recent trip to the Amazon Floodplain
One of my favourite and closest place to Santarem for watching wading birds, pink dolphins, pigmy anteater, porcupines, anacondas, monkeys, sloth and spend some time with Saba and his family. The greatest hosts ever!
Saturday, 16 August 2008
Great wall of china 长城; sent by Ann & LorrinGarson

The long wall of 10,000 Li(It stretches over approximately 6,400 km ) is a series of stone and earthen fortifications in China, built, rebuilt, and maintained between the 6th century BC and the 16th century to protect the northern borders of the Chinese Empire from Xiongnu attacks during the rule of successive dynasties. It has been estimated that somewhere in the range of 2 to 3 million Chinese died as part of the centuries-long the construction of it.
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really???
Acampamento Experimental Sitio do Sobrado





Bom .. sobre a colonia de ferias...
Chama-se Acampameno Experimental Sitio do Sobrado acontece na cidade de Mogi das Cruzes, com gente de 6 ah 18 anos. Trabalhamos mto o coletivo geral, todas as idades interagindo juntas , diferente do que costumam fazer dividindo por faixas etárias, assim a troca e o aprendizado de todo mundo é maior. Os jogos e atividades são trabalhados no modo PLAY em vez do modo GAME, então é o brincar se divertir mesmo com a competição, em vez de ir pra ganhar e só isso!
Também tem atividades artísticas, teatro, trabalhos manuais.
o sobrado onde são os dormitórios é uma construção de 1914, e o lugar inteiro tem uma decoração particular onde cada objeto tem a sua historia!
Sobrado!
vlw?!!?
Ligia de Gaia
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Sitio do Sobrado
Wednesday, 13 August 2008
Sunday, 10 August 2008
Tapajos National Forest
The Tapajos National Forest is the second largest conservation unit
located in the Tapajos river watershed, a region of great biodiversity, with many species endemic to the region, and extremely scenic.
It is the only conservation unit located near an urban centre that protects such a large portion of the flora and fauna of clear water river systems.
There are over 1400 families divided in 29 communities, mostly settled along the Tapajos River, living in traditional style in the near 600.000 hectare that compose the reserve.
They cultivate manioc, corn, rice, watermelon, fish, gather turtles,
brazil nuts, oils, resins, sell handcrafts and more recently practice
ecotourism, which creates a good perspective for the local economy and
conservation.
This local population of caboclos, mostly born in the region, are
descendents of Portuguese, originally attracted by rubber collecting,
and the indigenous people.
Currently, most of the communities are supplied with tapped water and
water wells. A boat-clinic provides medical assistance, and some
social and environmental projects are developed thanks to
non-governmental organizations.
Igapó forest also occurs in the reserve, where highly threatened species of water
mammals like river otters, giant otters and manatee can be found,
particularly during the rainy season which lasts from December to
July, with most precipitation occurring from December to May. Some
300 different species of fish also depends on such habitat. They are
Tambaquis, Pirarucus, stingrays and cat fish to mention some.
Dense tropical forest, most located in Terra Firme hosts an array of
mammals including spider monkeys, jaguars, tapirs, two-toed sloths and
more common games like pacas, agoutis, peccaries, capuchin monkeys,
Howler monkeys and Silvery marmoset.
Over 300 species of birds can be found in the Tapajos national forest;
amongst these are harpy eagles, crested eagles, white-tailed cotinga,
bare-eyed antbird, pale-faced antbird, purple-breasted cotingas,
hoatzins.
The Psittacidae family is quite well represented by Hyacinth macaws,
Red-and-green macaws, Scarlet macaws, Blue-and-yellow macaws,
red-bellied macaws, Vulturine parrots and Golden Parakeet, the symbol
of Brazil.
Reptiles, amphibians and insects are also plentiful and very little
studies have been carried on this field, creating an infinite
environment for researches.
The Santarem-Cuiaba highway gives access to the park as well as the
Tapajos River.
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FLOna Tapajos
Jefferson Silva........



...works with artificial intelligence and burns his free time travelling to wildlife destinations photographing birds avec Angelica. You saw 2 samples of his clicks above.
He created a website (www.aves.brasil.nom.br) which is a terrific source of info about the Brazilian avifauna. He also is one of the greatest contributor to my bird booklet on Varzea species.
The possible Pe. Bettendorf's skull
worked by a Mundurucu Indian
The pope is going to do more than apologise for the massacre of indenous people in South America............
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santarem history
Tuesday, 5 August 2008
Entevista c/ Bettendorf the killer
Entrevista com João Felippe Betendorf com Dutra
21 07 2008
Uma das grandes contribuições do historiador e filósofo Michel Faulcault para o pensamento contemporâneo é a destituição do gênio de seu pedestal. Para o grande pensador francês, no âmbito da ciência, o gênio (o homem ou a mulher geniais) não existe, ao menos da forma como o senso comum o constrói.
Na produção do conhecimento científico o que existe é aquilo a que Foucault (morto de aids em junho de 1984) chamou de “formação discursiva”, isto é, o saber científico vai sendo construído ao longo de gerações, acumulando-se. Em certo momento, um pesquisador ou um grupo deles sintetiza parte desse conhecimento acumulado e revela uma nova descoberta, algo novo para a humanidade.
Sob esse ponto de vista, nem Einstein foi um gênio, pois ao elaborar as suas teorias revolucionárias, vários outros cientistas, antes dele, já vinham construindo teorias que, de um certo modo, viriam a contribuir para os achados espetaculares de Einstein.
Adaptando-se o pensamento de Foucault, podemos dizer que também, no âmbito da História, a figura do gênio e do herói são construções intencionais, ideológicas, sempre produto da imaginação de historiadores que contam as peripécias dos vencedores. Todos sabemos que os perdedores não contam a sua história, mas são revelados pelo ângulo de quem venceu, logo…
Toda essa introdução é para revelar um aspecto da vida de Betendorf, oficialmente considerado e festejado como “Fundador” de Santarém, Pará, aspecto quase sempre ou sempre sonegado nos livros de “efemérides” ou “momentos” históricos que tristemente circulam nas mãos de crianças e jovens das nossas escolas.
A História é contada em pedaços, com a supressão de fatos que deixariam nus os gênios e os heróis. E pior, até mesmo declarações escritas pelo próprio João Felippe Betendorf são suprimidas, como se o herói luxemburguês/santareno pudesse, dessa forma, condenar-se a si próprio numa cidade onde sua memória é reverenciada sem críticas, pois “Gênios” e “heróis” fabricados são incriticáveis. (…)
Vejamos a seguir um trecho do primeiro sermão do Padre Betendorf ao povo que aqui vivia e aos quais os portugueses passaram a chamar genericamente de índios, em 1661, logo à chegada ao sítio onde seria construída a cidade de Santarém (o trecho mantém a grafia da época e está numa das páginas da Chronica, cujo autor é o próprio jesuíta):
“Filhos, como eu sou ainda pouco praticado em os estylos destas terras, pela pouca assistencia que em ellas tenho feito até agora, por haver pouco que sou vindo do Reino, desejando eu saber o verdadeiro modo de as governar, ouvi dizer que haveis de ser governados com pancadas como se governam os brutos, por não seguirdes a razão que Deus deu aos homens para se dirigirem por ella; não me posso persuadir que isto seja assim e portanto quero fazer experiência antes de crêl-o. Olhae os Mandamentos da Lei de Deus, todos se fundam em a razão, e quem os seguir deve-se chamar homem racional, e pelo contrario quem não os quer seguir este se póde chamar de bruto, e se deve governar com pancadas como se governam os animaes irracionaes”.
Em outro trecho da Chronica, prossegue Betendorf:
“… lhes fui propondo os Mandamentos da Lei de Deus um por um, mostrando-lhes que eram mui conformes á lei da razão. Approvaram elles todos … e, chegando ao sexto e ao nono, perguntando se lhes parecia bem andar algum com mulher não sua, respondeu-me logo um que, se sua mulher lhe fizesse adultério, a botaria ao rio. Disse-lhes eu, então: - Ora, basta-me isso, filhos, para conhecer que não haveis de ser governados com pancadas à maneira de animaes brutos, mas como homens de razão…”
Se, por um passe de mágica de retorno ao passado (um dia isso será possível), me fosse dado entrevistar o “Fundador” com base naquele primeiro sermão e na descrição que a segue, faria estas perguntas que, depois de estudar um pouco da História, imagino que o jesuíta responderia desta forma:
Pergunta (P) – Cristo veio ao mundo para afirmar o primado do Amor sobre a razão. No seu sermão e na descrição de sua catequese, o senhor não emprega a palavra Amor, mas dá ênfase à razão. Não está distorcendo o evangelho?
Betendorf (B) – Mas isso é pergunta que se faça? O homem é razão antes de ser amoroso. É a razão que explica o amor.
P – Inclusive a razão colonial e predatória dos portugueses?
B – Isto não é predação, é ação civilizatória e cristã.
P – Antes de vir para o Brasil como missionário jesuíta o senhor saiu da sua Luxemburgo para se formar em Direito Civil na Itália. Esse seu sermão aos índios Tapajós está mais para a lei ou para o evangelho?
B – Como assim? Que pergunta despropositada é essa, eu sou um missionário…
P – Quem o enviou, então, já que missionário significa alguém que foi mandado em missão, qual a sua missão?
B – Eu fui mandado por Jesus Cristo e a minha missão é salvar as almas destes… Olhe, o meu sermão é puro evangelho, estou cumprindo o mandato de ir por todos os cantos do mundo chamar a todos os homens para a Boa Nova…
P – Então a Boa Nova implica também em pancadaria em cima dos índios? O senhor está dizendo que foi mandando por Cristo, mas ele não disse: “Ide por todo o mundo e pregai a Boa Nova”… Pelo que se lê na Bíblia, lá não fala em pancada nos que ainda não crêem no Evangelho, bem pelo contrário…
B – É que eu venho também em missão civilizatória, nós estamos chegando da Europa para transformar essa gente em gente, igual a nós, ops!, igual só na alma, porque eles não são brancos, são baços, e nesse aspecto serão sempre diferentes…
P – Diferentes? Em que capítulo do Evangelho está descrita essa diferença? Cristo não disse: “Para que todos sejam um, como eu e o Pai somos um”?
R – É que a catequese faz parte de todo um processo de colonização, esses povos diferentes parece que têm também alma, mas a empresa colonial só deseja o corpo deles para o trabalho escravo, então eu venho cuidar das almas e pregar que a escravização purifica o corpo e a alma para a salvação eterna.
P – Já faz mais de 1600 anos que Cristo disse o que disse, entronizou o Amor como fundamento da convivência humana, não é? Ele disse, inclusive, que o Amor precede a Lei, que São Paulo repercutiu mundo afora. Então, jogar a mulher adúltera no rio, prática que o senhor aprova entre os índios Tapajós, não é o oposto do Evangelho, quando narra Cristo defendendo a prostituta das pedradas daqueles mesmos que abusavam dela?
R – Sou um missionário e sou também jurista. Logo, vejo amor e lei caminhando juntos. A Igreja é um conjunto de leis que se acham no Código do Direito Canônico, então…
P – Mas Cristo não elaborou nenhum conjunto de leis. Quando ele viveu, ele se opôs à dominação do Império Romano na Palestina, e por isso pagou caro, não foi? O senhor, chegando aqui trazido pelo Império Português, não está na posição oposta, abençoando e benzendo a dominação dos Tapajós, a destruição de sua cultura, impondo-lhes um deus estranho a eles, sem nenhum respeito. O senhor é missionário ou apenas um integrante da empresa colonial que chegou para explorar e levar as riquezas para a Europa. A sua catequese é um cala-boca para os índios, não? Até paulada o senhor promete, não?
R – Não vou mais responder. É muito despropósito. Não posso prever, mas imagino que daqui a algum tempo, no futuro, alguém vai escrever que “se a imprensa não existisse, seria preciso não inventá-la”. E não esqueça, a Santa Inquisição está a pleno vapor na Península. Suas carnes poderão ir para a fogueira para purificar seu espírito de tanta sandice e provocação a um representante de Deus na confluência do Amazonas com o Tapajós.
P – Ah, o senhor deu uma colher de chá à índia Moaçara, tecendo rasgados elogios a ela. Na sua Chronica, o senhor afirma que ela era uma princesa dos Tapajós, não é? Então havia uma mulher que não mereceria, jamais, ser afogada nas águas do Tapajós…
R – Bem, bem, a Moaçara … ela se casou com um português… Já se tivesse casado com um destes brutos…
——————–
* Santareno, é jornalista e professor-doutor. Escreve regularmente no blog do Jeso Carneiro.
21 07 2008
Uma das grandes contribuições do historiador e filósofo Michel Faulcault para o pensamento contemporâneo é a destituição do gênio de seu pedestal. Para o grande pensador francês, no âmbito da ciência, o gênio (o homem ou a mulher geniais) não existe, ao menos da forma como o senso comum o constrói.
Na produção do conhecimento científico o que existe é aquilo a que Foucault (morto de aids em junho de 1984) chamou de “formação discursiva”, isto é, o saber científico vai sendo construído ao longo de gerações, acumulando-se. Em certo momento, um pesquisador ou um grupo deles sintetiza parte desse conhecimento acumulado e revela uma nova descoberta, algo novo para a humanidade.
Sob esse ponto de vista, nem Einstein foi um gênio, pois ao elaborar as suas teorias revolucionárias, vários outros cientistas, antes dele, já vinham construindo teorias que, de um certo modo, viriam a contribuir para os achados espetaculares de Einstein.
Adaptando-se o pensamento de Foucault, podemos dizer que também, no âmbito da História, a figura do gênio e do herói são construções intencionais, ideológicas, sempre produto da imaginação de historiadores que contam as peripécias dos vencedores. Todos sabemos que os perdedores não contam a sua história, mas são revelados pelo ângulo de quem venceu, logo…
Toda essa introdução é para revelar um aspecto da vida de Betendorf, oficialmente considerado e festejado como “Fundador” de Santarém, Pará, aspecto quase sempre ou sempre sonegado nos livros de “efemérides” ou “momentos” históricos que tristemente circulam nas mãos de crianças e jovens das nossas escolas.
A História é contada em pedaços, com a supressão de fatos que deixariam nus os gênios e os heróis. E pior, até mesmo declarações escritas pelo próprio João Felippe Betendorf são suprimidas, como se o herói luxemburguês/santareno pudesse, dessa forma, condenar-se a si próprio numa cidade onde sua memória é reverenciada sem críticas, pois “Gênios” e “heróis” fabricados são incriticáveis. (…)
Vejamos a seguir um trecho do primeiro sermão do Padre Betendorf ao povo que aqui vivia e aos quais os portugueses passaram a chamar genericamente de índios, em 1661, logo à chegada ao sítio onde seria construída a cidade de Santarém (o trecho mantém a grafia da época e está numa das páginas da Chronica, cujo autor é o próprio jesuíta):
“Filhos, como eu sou ainda pouco praticado em os estylos destas terras, pela pouca assistencia que em ellas tenho feito até agora, por haver pouco que sou vindo do Reino, desejando eu saber o verdadeiro modo de as governar, ouvi dizer que haveis de ser governados com pancadas como se governam os brutos, por não seguirdes a razão que Deus deu aos homens para se dirigirem por ella; não me posso persuadir que isto seja assim e portanto quero fazer experiência antes de crêl-o. Olhae os Mandamentos da Lei de Deus, todos se fundam em a razão, e quem os seguir deve-se chamar homem racional, e pelo contrario quem não os quer seguir este se póde chamar de bruto, e se deve governar com pancadas como se governam os animaes irracionaes”.
Em outro trecho da Chronica, prossegue Betendorf:
“… lhes fui propondo os Mandamentos da Lei de Deus um por um, mostrando-lhes que eram mui conformes á lei da razão. Approvaram elles todos … e, chegando ao sexto e ao nono, perguntando se lhes parecia bem andar algum com mulher não sua, respondeu-me logo um que, se sua mulher lhe fizesse adultério, a botaria ao rio. Disse-lhes eu, então: - Ora, basta-me isso, filhos, para conhecer que não haveis de ser governados com pancadas à maneira de animaes brutos, mas como homens de razão…”
Se, por um passe de mágica de retorno ao passado (um dia isso será possível), me fosse dado entrevistar o “Fundador” com base naquele primeiro sermão e na descrição que a segue, faria estas perguntas que, depois de estudar um pouco da História, imagino que o jesuíta responderia desta forma:
Pergunta (P) – Cristo veio ao mundo para afirmar o primado do Amor sobre a razão. No seu sermão e na descrição de sua catequese, o senhor não emprega a palavra Amor, mas dá ênfase à razão. Não está distorcendo o evangelho?
Betendorf (B) – Mas isso é pergunta que se faça? O homem é razão antes de ser amoroso. É a razão que explica o amor.
P – Inclusive a razão colonial e predatória dos portugueses?
B – Isto não é predação, é ação civilizatória e cristã.
P – Antes de vir para o Brasil como missionário jesuíta o senhor saiu da sua Luxemburgo para se formar em Direito Civil na Itália. Esse seu sermão aos índios Tapajós está mais para a lei ou para o evangelho?
B – Como assim? Que pergunta despropositada é essa, eu sou um missionário…
P – Quem o enviou, então, já que missionário significa alguém que foi mandado em missão, qual a sua missão?
B – Eu fui mandado por Jesus Cristo e a minha missão é salvar as almas destes… Olhe, o meu sermão é puro evangelho, estou cumprindo o mandato de ir por todos os cantos do mundo chamar a todos os homens para a Boa Nova…
P – Então a Boa Nova implica também em pancadaria em cima dos índios? O senhor está dizendo que foi mandando por Cristo, mas ele não disse: “Ide por todo o mundo e pregai a Boa Nova”… Pelo que se lê na Bíblia, lá não fala em pancada nos que ainda não crêem no Evangelho, bem pelo contrário…
B – É que eu venho também em missão civilizatória, nós estamos chegando da Europa para transformar essa gente em gente, igual a nós, ops!, igual só na alma, porque eles não são brancos, são baços, e nesse aspecto serão sempre diferentes…
P – Diferentes? Em que capítulo do Evangelho está descrita essa diferença? Cristo não disse: “Para que todos sejam um, como eu e o Pai somos um”?
R – É que a catequese faz parte de todo um processo de colonização, esses povos diferentes parece que têm também alma, mas a empresa colonial só deseja o corpo deles para o trabalho escravo, então eu venho cuidar das almas e pregar que a escravização purifica o corpo e a alma para a salvação eterna.
P – Já faz mais de 1600 anos que Cristo disse o que disse, entronizou o Amor como fundamento da convivência humana, não é? Ele disse, inclusive, que o Amor precede a Lei, que São Paulo repercutiu mundo afora. Então, jogar a mulher adúltera no rio, prática que o senhor aprova entre os índios Tapajós, não é o oposto do Evangelho, quando narra Cristo defendendo a prostituta das pedradas daqueles mesmos que abusavam dela?
R – Sou um missionário e sou também jurista. Logo, vejo amor e lei caminhando juntos. A Igreja é um conjunto de leis que se acham no Código do Direito Canônico, então…
P – Mas Cristo não elaborou nenhum conjunto de leis. Quando ele viveu, ele se opôs à dominação do Império Romano na Palestina, e por isso pagou caro, não foi? O senhor, chegando aqui trazido pelo Império Português, não está na posição oposta, abençoando e benzendo a dominação dos Tapajós, a destruição de sua cultura, impondo-lhes um deus estranho a eles, sem nenhum respeito. O senhor é missionário ou apenas um integrante da empresa colonial que chegou para explorar e levar as riquezas para a Europa. A sua catequese é um cala-boca para os índios, não? Até paulada o senhor promete, não?
R – Não vou mais responder. É muito despropósito. Não posso prever, mas imagino que daqui a algum tempo, no futuro, alguém vai escrever que “se a imprensa não existisse, seria preciso não inventá-la”. E não esqueça, a Santa Inquisição está a pleno vapor na Península. Suas carnes poderão ir para a fogueira para purificar seu espírito de tanta sandice e provocação a um representante de Deus na confluência do Amazonas com o Tapajós.
P – Ah, o senhor deu uma colher de chá à índia Moaçara, tecendo rasgados elogios a ela. Na sua Chronica, o senhor afirma que ela era uma princesa dos Tapajós, não é? Então havia uma mulher que não mereceria, jamais, ser afogada nas águas do Tapajós…
R – Bem, bem, a Moaçara … ela se casou com um português… Já se tivesse casado com um destes brutos…
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* Santareno, é jornalista e professor-doutor. Escreve regularmente no blog do Jeso Carneiro.
Saturday, 2 August 2008
Foresta Nacional do Tapajos
FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS (Pará )
Unidade de Uso Sustentável
Municipios de Belterra, Placas, Santarém, Aveiro e Ruropolis.
Área: 600.000 ha
Criação: Decreto 73.684 (19/02/1974)
Floresta Tropical Densa com ocorrências de campina, campinarana em áreas restritas de campos naturais.
Rio Tapajós, Rio Curuá-Una, Rio Moju e adjacentemente o Cupari ao sul são os principais rios.
Temperatura média de 25°C; precipitação de 1.900mm(Dezembro a Maio); Umidade relativa do ar de 88%.
A maioria das vinte e quatro comunidades (1100 famílias) que encontram-se nos 600.000ha da FLONA Tapajos,estão localizadas as margens do Rio Tapajós e vivem do extrativismo e agricultura de subsistência praticada particularmente nas “terras pretas de índio”, localizadas a 2k da margem do Rio Tapajós e mais recentemente do ecoturismo.
Andiroba, frejó cinza, sucupira, pau’d’arco, amapá, castanha do pará, cumarú, itaúba, maçaranduba, tachi bravo-da-mata, frejó comum, quaraborama e fava arara tucupi são espécies de arvores em destaque.
A fauna de mamíferos é composta por Macaco-Aranha, Onça Pintada, Tamanduá Bandeira, Anta, Preguiça-real, Lontra, Ariranhas e Peixe-boi são encontrados entre uma variedade de outros mais comuns, como Pacas, Cotias, Veados, Porcos do mato, Tatus, Macaco prego, Guaribas, Macaco suim e de cheiro.
Arara-azul-grande, Arara-vermelha-grande, Arara-canga, Curica-Urubu, Ararajuba, Gaviao-Real, Tucano-de-bico-preto, Gavião Tesoura, Gavião de penacho e aves terrestres e semi-terrestres como Mutum-cavalo, macuco, mãe-da-taoca-de-cara branca e Mãe-da-lua gigante são apenas algumas da muitas espécies que compõem a ave fauna da Floresta Nacional d Tapajós.
Entre os peixes o destaque é para o Pirarucu, Tucunaré, Tambaqui, arraias e acaris.
Há muito que se conhecer sobre os aborígenes que aqui viviam e sua cultura milenar, como também uma inquestionável biodiversidade de insetos, repteis e anfíbios, que compõem uma biodiversidade ainda a ser conhecida.
Visite e proteja a FLONA TAPAJÓS - IBAMA – 3523- 2964
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FLOna Tapajos
Friday, 1 August 2008
Thursday, 31 July 2008
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